PROGRAMA

PROGRAMA

GABRIEL FAURÉ
Quarteto com piano Op. 15 , em dó menor

 

ANTONÍN DVORÁK
Quarteto com piano Op. 87, em mi bemol maior

Ambas as peças são do período Romântico e têm, cada uma, quatro movimentos.

O francês Gabriel Fauré (1845-1924) escreveu essa que é sua única obra para piano e trio de cordas em 1876-79. É talvez seu mais conhecido trabalho de música de câmara. É música marcada por intensidade do sentimento, característica que encontra equilíbrio na elegância e na clareza formal

A obra do tcheco Antonín Dvorák (1841-1904) foi composta em 1889. É um trabalho complexo e exigente, de grande riqueza melódica, que se destaca por rigorosa interação entre a escrita para o piano e para os instrumentos de cordas.

SOLISTA CONVIDADO

SOLISTA CONVIDADO

Roglit Ishay | Israel | Piano

Nesta temporada o trio receberá como convidada Roglit Ishay ( Israel) que já se apresentou como solista com as orquestras Dresdner Staatskapelle, Dresdner Philharmonie, Scottish BBC e Nationaltheater Orchester Mannheim, sob regência de maestros como Giuseppe Sinopoli, Herbert Blomstedt, Lothar Zagrosek, Martyn Brabbins, Jun Märkl, Ilan Volkov e Martin Fischer-Dieskau.

Ela também Participou do Festival de Música de Marlboro, do Berliner, do Dresdner Festspiele e do Festival de Moritzburg.

É membro do Dresden Piano Trio (com Peter Bruns e Kai Vogler) e do Israel Piano Trio (com Menahem Breuer e Hillel Zori), grupos que se apresentaram em vários países da Europa, Israel, Turquia, Rússia e América do Sul.

Suas gravações mais recentes incluem gravações solo e gravações em duo ao lado de artistas como o violoncelista Peter Bruns, o clarinetista Ron Chen Zion, a violista Tatjana Masurenko e os violinistas Ariadne Daskalakis, Mira Wang e Kai Vogler – discos lançados por selos de prestígio como Hänssler, Hänssler Profile, Opus 111/Helikon, Berlin Classics, Bis, Tudor, Kontrapunkt e Carpe Diem.

Desde 2011, Roglit Ishay é professora de música de câmara na Musikhochschule Freiburg. Ministra masterclasses em toda a Europa e Israel. Desde 2006 é diretora artística da série “Musica Mundi Frankfurt”, na Alte Oper Frankfurt. Roglit Ishay estudou piano com Madeleine e Walter Aufhäuser, Veronica Jochum e Richard Goode e filosofia na Universidade de Tel-Aviv.

Trio Solistas

Trio Solistas

PABLO DE LEÓN
Violino

HORACIO SCHAEFER
Viola

ROBERTO RING
Violoncelo

Comemorando em 2019 dezoito anos de atividades, este time de peso do cenário da música clássica brasileira reúne o violinista Pablo de León (spalla da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo), o violista Horácio Schaefer (chefe do naipe das violas do Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo) e o violoncelista Roberto Ring.

Juntos desde 2001, o grupo já ultrapassou a incrível marca de mais de 600 concertos realizados no Brasil. Além disso o grupo representou a Brasil em concertos na Argentina e Chile, em concertos prestigiosos na Série Llao Llao no Alvear em Buenos Aires, no Festival Internacional de Ushuaia e na Fundação Beethoven de Santiago Já receberam convidados do mundo todo, entre eles os clarinetistas Antony Pay (Inglaterra), Michel Lethiec e Romain Guyot (França); os violinistas Ilya Gringolts (Rússia), Régis Pasquier (França), Hagai Shaham e Roy Shiloah (Israel), Isabelle van Keulen (Holanda), Cármelo de los Santos e Cláudio Cruz (Brasil), e os pianistas Roglit Ishay (Israel), Emmanuel Strosser, Cristian Budu (Brasil) entre outros.

Juntamente com o pianista francês Emmanuel Strosser gravaram arranjo de 1805 feito por Ferdinand Ries da Sinfonia Eroica de Beethoven.

SCHUBERT & SCHUMANN

SCHUBERT & SCHUMANN

POR
IRINEU FRANCO PERPETUO

Irineu Franco Perpétuo é um tradutor e jornalista brasileiro especializado em literatura russa e em música clássica, sendo um dos principais colaboradores da Revista Concerto, além de importante entusiasta da literatura russa e da cultura musical clássica da cena paulistana.

Com um catálogo de quase mil obras em 31 anos de vida, o vienense Franz Schubert (1797-1828) dominava a arte de reutilizar temas que se haviam mostrado especialmente eficientes. Algumas de suas obras instrumentais mais célebres – o Quarteto A Morte e a Donzela, o Quinteto A Truta, a Fantasia Wanderer – estão baseadas em melodias de suas canções. E, no caso do Quarteto No 13, em lá menor, D. 804, Op. 29, estreado em 1824 pelo quarteto de cordas do violinista Ignaz Schuppanzigh (que fez a primeira audição de várias obras de Beethoven), a inspiração veio da música que ele compôs para uma peça teatral.

Rosamunde contava a história de uma princesa que foi criada como pastora, e tenta retomar o trono. De autoria de Helmina von Chézy (1783-1956), o texto original está perdido, mas não a trilha sonora que Schubert escreveu para a peça, que estreou em Viena, em 1823. O compositor gostou tanto do tema que escreveu para o terceiro entreato de Rosamunde que o empregou como base do segundo movimento do Quarteto D. 804 – e, mais tarde, voltaria a utilizá-lo no Improviso Op. 142 No 3, para piano solo. Não seria a única citação deste quarteto de cordas.

Prolífico compositor de lied (a canção alemã), Schubert faria ainda aparecer, no terceiro movimento da obra, um trecho de Die Götter Griechenlands (Os Deuses da Grécia), canção com texto de ninguém menos do que Friedrich Schiller (1759-1805), o célebre dramaturgo e poeta, autor dos versos do final da Nona Sinfonia, de Beethoven. Schubert, aqui, cita o trecho da canção que pergunta: Schöne Welt, wo bist du? (Belo mundo, onde você está?) Se a questão é melancólica, a resposta parece se encerrar no próprio quarteto, materialização de um belo mundo sonoro.

Com uma produção de tamanho e escopo superiores ao que seus contemporâneos conseguiam absorver, Schubert só foi sendo devidamente avaliado e compreendido pela posteridade, ao longo do século XIX.

Um dos agentes decisivos da recepção de sua obra foi Robert Schumann (1810-1856), igualmente apaixonado por música e literatura, que se empenhou em divulgar a produção schubertiana.

Casado com uma das maiores pianistas de todos os tempos, Clara, Schumann demorou para adquirir confiança para compor para um meio que não fosse o teclado. Intimidado (como todos compositores de seu tempo) pela grandeza dos quartetos de cordas de Beethoven, estudou muito antes de ter coragem de escrever obras do gênero. Seus quartetos foram três, e saíram todos de uma vez: no verão de 1842.

O terceiro e último da série, na tonalidade de lá maior, é considerado o mais ambicioso e audacioso da trinca, e mostram tanto as influências sofridas pelo compositor, como as características próprias de sua linguagem. Estudiosos costumam achar que o quarteto já começa com um tema musical que faz alusão a Clara (uma das muitas declarações de amor à esposa que perpassam a produção de Schumann), enquanto o Assai agitato teria um tratamento schubertiano. Já o terceiro movimento, Adagio molto, soa inspirado por algumas passagens lentas dos quartetos de Beethoven que são grandes hinos contemplativos, almejando o sublime. E o final, Allegro molto vivace, parece remeter às danças que tão caracteristicamente colorem a obra pianística de Schumann.

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